Certamente vocês já ouviram falar, e muito, dessa sigla, o Instrument Landing System – Sistema de Pouso por Instrumentos, mas vocês sabem exatamente como ele funciona?

O ILS é também um auxílio rádio que ajuda os pilotos no procedimento de pouso, podendo inclusive fazer o pouso completamente automático, sem intervenção dos pilotos. Para isso ele usa duas antenas, o Localizador (LOC – localizer) e o Glide Slope (GP – que em português é traduzido como “rampa de planeio”, mas ele é conhecido apenas pelo inglês mesmo).

O Localizador fornece o alinhamento lateral com a pista, enquanto o Glide fornece o alinhamento vertical com a rampa de planeio ideal que levará o avião até a pista.

Para isso as antenas do localizador precisam ficar instaladas em solo perfeitamente alinhadas com a pista e APÓS O FINAL DA MESMA. Ou seja, aquelas antenas que vemos da avenida Rui Barbosa próximo à cabeceira 15 são, na verdade, as antenas do Localizador do ILS da pista 33. O localizador da pista 15 fica 300 metros depois do fim da pista 15, após a cabeceira 33. Se o localizador da 15 por exemplo ficasse 300m antes da cabeceira 15 mesmo, quando a aeronave passasse por cima poderia perder o sinal e quando fosse retomado estaria invertido no painel, por isso o sinal do localizador fica sempre à frente da aeronave, no final da pista. Isso também serve para que a aeronave tenha referência do alinhamento da pista em condições de baixa visibilidade quando estiver pousando com o sistema de autoland, onde o piloto automático usa sinais do ILS categoria 2 ou 3 para pousar sozinho, com os pilotos somente monitorando.

Antenas do Localizador do ILS da pista 33 do SBCT

Antenas do Localizador do ILS da pista 33 do SBCT

Assim como os outros auxílios rádio, o ILS possui um código morse que pode ser ouvido ao sintonizar sua frequência para confirmação que está sintonizado corretamente. Este é o código morse do Localizador da pista 15 do SBCT: .._._._

Escute o MORSE do LOCALIZADOR da 15:

 

A antena do Glide Slope por sua vez fica na mesma cabeceira em que se está pousando. Vimos nos artigos anteriores o ponto de visada da pista, que é onde o piloto “mira” a aeronave para o pouso. É ao lado desse ponto, fora da pista, que fica a antena, e é até este ponto que o sistema de ILS leva a aeronave.

Antenas do glide slope do ILS da pista 33 do SBCT

Antena do glide slope do ILS da pista 33 do SBCT

GP do ILS da pista 33

GP do ILS da pista 33

Antena do GP do ILS da pista 15 do SBCT

Antena do GP do ILS da pista 15 do SBCT

Para utilizar o ILS deve-se sintonizar no rádio NAV 1 da aeronave (o mesmo pra VOR) a frequência do localizador (o glide slope vem automaticamente de brinde!). Também é uma frequência na faixa dos MHz, normalmente entre 109,00 e 111,90 MHz, e a função específica dele é exibir no painel da aeronave pontos que indicam onde está o eixo da pista e a rampa de descida e onde está a aeronave em relação a este ponto, se está acima, abaixo, à esquerda, à direita, ou alinhada. Se a aeronave ficar abaixo da rampa, o pontinho começa a subir, indicando ao piloto que ele deve parar de descer um pouco para buscar a rampa novamente, e se manter nela até ter condições visuais se for o caso, ou esperar o toque da aeronave na pista. Isso pode ser feito de forma manual, operando os comandos da aeronave, ou automático se a aeronave dispuser de piloto automático capaz de realizar o procedimento.

No artigo anterior vimos uma foto do instrumento VOR 2. Este é o VOR 1, além de ser utilizado para navegar em radiais, ele é também o instrumento usado para o ILS. a barra vertical exibe o alinhamento com o Localizador e a barra horizontal exibe o alinhamento com o Glide Slope. se a barra subir é porque a rampa ideal está para cima, o avião desceu demais, deve-se subir para buscar a rampa. Se a barra vertical ir para a esquerda, é por que o avião ficou à direita do eixo da pista, deve-se voar para a esquerda.

No artigo anterior vimos uma foto do instrumento VOR 2. Este é o VOR 1, além de ser utilizado para navegar em radiais, ele é também o instrumento usado para o ILS. A barra vertical exibe o alinhamento com o Localizador e a barra horizontal exibe o alinhamento com o Glide Slope. se a barra subir é porque a rampa ideal está para cima, o avião desceu demais, deve-se subir para buscar a rampa. Se a barra vertical ir para a esquerda, é por que o avião ficou à direita do eixo da pista, deve-se voar para a esquerda. No caso do ILS, cada risquinho indica 2,5° defasado, metade do VOR, por ser um procedimento que exige maior precisão.

 

O ILS é dividido em 3 categorias (CAT), essas categorias dependem do nível de confiabilidade do sistema instalado em solo para permitir o pouso com mínimos meteorológicos maiores ou menores. Da seguinte forma:

  • ILS CAT I: mínimo de visibilidade 800m e mínimo de teto 200 pés;
  • ILS CAT II: mínimo de visibilidade 400m e mínimo de teto 100 pés;
  • ILS CAT III: dividido em 3 sub-categorias: A, B e C:
    • ILS CAT IIIA: mínimo de visibilidade 200m e mínimo de teto menor que 100 pés;
    • ILS CAT IIIB: mínimo de visibilidade 50m e sem teto mínimo;
    • ILS CAT IIIC: possível o pouso com 0 de visibilidade e 0 de teto.

Além do equipamento em solo, as aeronaves devem ter a bordo equipamentos homologados para cada categoria de ILS, bem como os pilotos devem ter treinamento específico para isso.