Secretaria tem apenas 12,5% do orçamento previsto para a retirada de 321 famílias do entorno do aeroporto e aguarda decreto que autorize o procedimento

Por Aline Peres, Gazeta do Povo.

A construção da terceira pista do Aeroporto Internacional do Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, só sairá do papel a partir do momento que 857 mil metros quadrados do entorno do aeroporto forem desapropriados para a obra. Contudo, dos R$ 80 milhões previstos para que a área seja repassada ao poder público, a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná conta, até o momento, com apenas R$ 10 mi­­lhões vindos do governo federal. “As obras têm que iniciar este ano. Vamos correr atrás do restante através de [outras] parcerias com o governo [federal]”, afirma o secretário da pasta, José Richa Filho.

Essa é a primeira parcela de um total de R$ 490 milhões orçados para o pacote de ampliação do Afonso Pena para a Copa de 2014. A nova pista faz parte de um conjunto de obras que também prevê a extensão do estacionamento e a construção de um pátio de manobras para aeronaves. O início da desapropriação da área depende, no entanto, de um decreto que torne a região em um espaço de utilidade pública. Ainda não há uma data para que isso aconteça. O secretário acredita que novas construções na área cessarão com a publicação do decreto. Em 1987 e 1992 foram feitas desapropriações no entorno do aeroporto, porém, novas edificações foram construídas no mesmo local.

Ontem, Richa Filho e uma equipe técnica do governo sobrevoaram o espaço delimitado para a desapropriação. A área prevista para receber a terceira pista do aeroporto tem 242 lotes e abrange sete bairros de São José dos Pinhais – Jardim Suissa, Vila Quississana, Nova Costeira, Costeirinha, Vila Fontes, Rio Pequeno e Bairro Jurema. Ao todo, 321 famílias que moram na região deverão ser indenizadas pelo governo estadual, assim como os proprietários de 11 terrenos vazios, nove barracões comerciais e um ginásio.

“Cabe um estudo para analisar caso a caso e definir para onde essas famílias irão”, diz Richa Filho. Ele garante que a primeira fase, que compreende a retirada dessas famílias, acontecerá ainda neste ano. O próximo passo será a criação de uma Comissão de Avaliação da Área. Todo o processo depende de aprovações do Ministério da Defesa e da Infraero. A estatal será responsável pela obra da nova pista, mas não tem prazo definido para a intervenção.

Dez anos de espera

A terceira pista do Afonso Pena é prometida há dez anos. Ela terá 3,4 quilômetros de extensão – 65% maior do que as já existentes. A construção da nova pista acontecerá em paralelo com outras obras de ampliação do terminal aeroviário. No total, R$ 490 milhões serão investidos, conforme um acordo assinado em fevereiro de 2010 entre governo estadual, prefeitura de São José dos Pinhais e Infraero.

Aeroportos

A ação da Secretaria de In­­fraestrutura no setor aeroportuário inclui ainda um conjunto de obras em mais seis aeroportos do estado. Na lista estão a pavimentação do aeroporto de Castro, a recuperação da sinalização luminosa do aeroporto de Ponta Grossa, o recapeamento do pavimento do aeroporto de Maringá e a revitalização das pistas dos aeroportos de Loanda e Palotina. Em Londrina, assim como o de São José dos Pinhais, também deve haver desapropriação de áreas para ampliar o aeroporto. Também estão nos planos da secretaria, obras de ampliação do pátio do aeroporto de Maringá e a construção do novo terminal de passageiros em Cascavel.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1098059&tit=Obra-no-Afonso-Pena-espera-desapropriacao

Comentários

  1. Thiago Scatola disse:

    Estive em MGF e o pátio lá já estava basicamente feito,todo planeado, isolado com camadas de asfalto inclusive, faltando apenas passar a camada do concreto, pintura e iluminação. A ampliação vai ajudar os 767 da Tampa por lá, no pico chega a ter 3 Azul em solo somados a outras companias e uma possivel ida da Pluna, é tenso. A pista mais caótica que o Afonso Pena, tremedeira louca com o -700.

  2. josé luiz da costa disse:

    Esta prometida faz 25/30 anos. Pelo menos mais 10 anos para pousar o primeiro aviäo na terceira pista do Afonso Pena, e me da Pena do Paraná.

  3. Anderson disse:

    por fala em reformas.. Q D o ILS CAT3? Duvido muito que sai mas.. Alguem tem noticias?

  4. Lucas Gabardo disse:

    ILS CAT3 pra que? Se nenhuma cia no Brasil opera, e não querem gastar dinheiro pra homologar aeronave/tripulação.

  5. luiz disse:

    ao contrario a tam jah possui quase todos habilitados para isso segundo informacoes

    outra informacoa que esta ocorrendo no aero a instalacao sim do cat III em alguns aeroportos dos brasil

    segue alguns

    cwb
    gig
    gru
    poa
    vcp

    alguns iram receber o cat II

    cwb na 33 recebera o cat I porem sem o als que seria o sistema de iluminacao
    isso eh o q eu sei devido q eu trabalho lah

    em relacao a terceira pista os estudos jah comecaram a serem feitos no solo onde a pista devera ser
    devido a entrada de pessoas que realizam estudos de topografia e entre outros estudos da aeronautica para essa area

    flw

  6. Everton disse:

    Habilitação CAT 3 nem requer tanto da aeronave. A maioria das aeronaves modernas já sai de fábrica praticamente com todos (senão todos) os equipamentos para esse tipo de operação. O problema é homologar e manter homologadas as tripulações. Após a homologação do tripulante, ele tem que fazer periodicamente um procedimento real, tanto para CAT 2 quanto para CAT 3. A questão é: como manter a homologação se não tem nenhum CAT 3 pra eles treinarem? É esse o principal problema.

    Agora se resolverem instalar CAT 3 em vários aeroportos, aí a situação muda. Mas não acredito nisso, muito menos que irão instalar o equipamento aqui antes de GRU, por exemplo, que também é super crítico quanto a nevoeiros (e lá tem cia que opera certamente com homologação CAT 3 – BAW, KLM, AFR, etc).

  7. Joao Stotz disse:

    Sendo otimista, nossos netos verao a tal da terceira pista.

  8. josé luiz da costa disse:

    Primeiro instalar ILS III,já e depois as aéreas que se viram para a homologaçäo, quem sai na frente, tem uma vantagem competitiva com os passageiros. Pelo que vi, já esta sendo instalado ILS I(???) na cabeceira 33.

  9. Lucas Gabardo disse:

    Na 33 é o CAT II snme.

  10. Tracksbct disse:

    Quanto é o espaço necessário para a instalação de ILS (CAT 1,2,3), tem variação?
    Abs

  11. Everton disse:

    Tracksbct,

    Creio que não mude muita coisa. Mas para o CAT II e III é necessário ter ALS conjugado e aí o espaço aumenta. Não vi nenhuma movimentação no sentido de colocarem o ALS na 33, portanto creio que vai ser CAT I mesmo.

  12. Luiz disse:

    Será que tem previsão de ampliação de pátio numa área para construção de novos hangares? O Afonso Pena precisa disto também.

  13. Andreas Fast disse:

    Poderiam fazer uma TAP Engine and Maintance aqui, seria muito padrão, hangar top, isso aqui ia ser o melhor lugar pra spotting