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Investimento previsto pela Infraero, de R$ 70 milhões, não resolveria problemas atuais do Afonso Pena, dizem especialistas

A execução completa do plano de investimento da Infraero para a modernização do aeroporto Afonso Pena visando a Copa do Mundo de 2014 corre o risco de nem sequer suprir o crescimento da demanda previsto para o ano que vem. Especialistas em aviação avaliam que os R$ 70 milhões destinados à modernização e ampliação do pátio e do terminal de passageiros seriam insuficientes até mesmo para atender as atuais necessidades do aeroporto. 

O terminal, projetado para atender 3,5 milhões de passageiros ao ano, opera atualmente acima de sua capacidade e deve fechar 2009 com trânsito de 4,9 milhões de pessoas. Para 2010, a estimativa é de um crescimento de 8%, quando o aeroporto deve receber 5,2 milhões de passageiros.

“Tudo isso que estão falando que vão começar a fazer agora já deveria estar pronto hoje. Com o histórico da Infraero, fica impossível acreditar que as obras serão concluídas (a tempo)”, afirma o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), José Márcio Mollo.

A entidade, que reúne 26 associados – sendo 15 empresas na cio nais e 11 estrangeiras –, deve divulgar em 20 dias um estudo técnico que vai detalhar o problema no pátio de estacionamento das aeronaves, que impede os aviões que pousam no Afonso Pena de pernoitarem em Curitiba.

Atualmente o aeroporto possui 14 posições para aeronaves de médio porte. O investimento previsto pela Infraero deve criar 5 novas posições – sendo 3 com rampas de embarque e desembarque. “Para o movimento atual seriam necessárias, no mínimo, 20 posições. Hoje, nos horários de pico, algumas aeronaves precisam permanecer em órbita por mais tempo para dar espaço às outras”, afirma o professor de mercadologia e gestão de empresa aérea da Faculdade de Ciências Aeronáu ticas da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Mauro Martins.

Terceira pista

Outra crítica ao plano de investimento da Infraero é a ausência do projeto para a construção da terceira pista para pousos e decolagens. Sozinha, a obra demandaria R$ 300 milhões. “O plano apresentado é insuficiente, além de não atingir o interesse do Paraná. Devemos pensar no imediato – a Copa do Mundo – mas também no futuro e no desenvolvimento do estado”, diz o coordenador do grupo de trabalho que reúne entidades interessadas na contrução da terceira pista do aeroporto, Valmor Weiss.

Fonte: Gazeta do Povo