Para ilustrar o calendário deste mês, escolhemos uma aeronave que jamais havia aparecido em nossos calendários e é frequente no Aeroporto Afonso Pena.

O McDonnell Douglas MD-11. Amado por muitos, odiado por outros, a aeronave recebeu apelidos como Maestro ( cada pouso é um conserto), MD-911, Mega Death, Death Star, The Scud entre muitos outros apelidos “carinhosos”..

O MD-11 é um trijato comercial widebody de fabricação norte-americana de médio a longo alcance. O mesmo foi baseado no McDonnell Douglas DC-10, mas incorpora fuselagem mais alongada, asa maior e winglets, motores mais modernos e mais potentes. O cockpit possui monitores de EFIS (CRT), comandos reduzidos para serem usados por 2 membros da tripulação (Comandante e 1º Oficial), ao contrário do seu antecessor, que exigia 3 membros da tripulação (Comandante, 1º Oficial e Engenheiro de voo).

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Foto: Leandro Pilch

História

Começou a ser desenvolvido pela McDonnell Douglas em 1986. A primeira entrega foi feita em 1990 à Finnair. A McDonnell Douglas esperava vender cerca de 300 a 400 MD-11, vendendo cerca de 50 modelos ao ano, e assim resolver seus problemas financeiros, mas apenas um total de 200 aviões, a uma média de 20 modelos por ano, foram fabricados. Na observação de um DC-10 e um MD-11, apenas os olhos mais familiarizados conseguem distinguir um do outro. As diferenças mais óbvias estão na diferença de comprimento, onde o MD-11 é mais longo, o trem de pouso principal que é triplo, enquanto no DC-10 é duplo, e ainda somente o MD-11 possui winglets. A função dos winglets é diminuir o arrasto induzido na asa, sendo instalados em suas extremidades e beneficiando o avião em um menor gasto de combustível.
O MD-11 foi o segundo avião do mundo a receber grande inovação, atrás apenas do Boeing 747-400. Quanto à fuselagem alongada, esta contribuiu e muito para que a área do estabilizador horizontal fosse reduzida, ganhando menor peso e menor arrasto. Nele foi instalado um Trim Tank com a capacidade para aproximadamente seis toneladas. Durante o voo, o combustível é bombeado para esse tanque e assim mantendo o CG (Centro de Gravidade) do avião num ponto ideal durante toda a fase do voo, reduzindo arrasto e o consumo de combustível.

No Brasil

No Brasil, a Varig , VASP e TAM operaram o MD-11. A Varig incluiu-o na frota em meados de 1992, assim como a VASP também o fez com diferença de meses. Na Varig ele serviu para substituir os antigos DC-10 e chegou a operar um total de 26 MD-11 por 16 anos de muito sucesso. 23 deles eram do modelo convencional (MD-11) e 3 deles eram do modelo de longo alcance (MD-11ER). Eram responsáveis por fazer os vôos intercontinentais de longa distância que a Varig fazia para Tóquio, com escala em Los Angeles, assim como para as rotas para a Europa e ocasionalmente em vôos domésticos com grande demanda de passageiros como Guarulhos a Recife, assim como nos vôos entre Buenos Aires e Florianópolis (durante alta temporada). O MD-11 foi definitivamente retirado da frota da Varig em 9 de junho de 2007, o último fazia o voo “RG8741” de Guarulhos, São Paulo para Frankfurt, Alemanha. Quanto aos restantes, foram arrestados em 2006 devido aos problemas financeiros que a Varig sofreu. Já a VASP chegou a operar um total de 10 MD-11, 9 eram do modelo convencional (MD-11) e apenas 1 do modelo de longo alcance (MD-11ER). Eram responsáveis também pelas rotas intercontinentais de longa distância da VASP, como Europa e América do Norte, e ocasionalmente também usado em vôos domésticos. Os MD-11 da VASP foram retirados da frota em meados de 2000 também por problemas financeiros que a companhia vinha sofrendo, culminando na cassação da autorização de operação em janeiro de 2005. Em janeiro de 2007, a Boeing cedeu para TAM 3 MD-11 ex-Varig em regime de leasing e provisoriamente até que a Boeing entregasse no segundo semestre de 2008 os 4 novos Boeing 777-300ER comprados pela TAM. Os 3 MD-11 que estão na TAM passaram por uma reforma no hangar da VEM – Varig Engenharia e Manutenção (maior empresa de engenharia e manutenção aeronáutica da América Latina) para então retirar a pintura da Varig e fazer a da TAM. Eles são responsáveis pelas rotas que a empresa faz para Milão e Paris, mas saem gradativamente de serviço a partir de agosto de 2008, para serem substituídos pelos 4 novos Boeing 777-300ER. A última viagem desse modelo de aeronave pela TAM – o PT-MSJ – aconteceu em 12 de dezembro de 2008, com a viagem da aeronave partindo de São Paulo em rota para Paris, França. Com o encerramento das operações deste MD-11, a TAM voltou a voar para Paris exclusivamente com aeronaves Airbus A330, mais modernas e com custo operacional mais baixo.

Variantes

O MD-11 foi desenvolvido em 5 modelos:

MD-11 (131 construídos): Versão para passageiros, às vezes identificada como MD-11P, foi produzida de 1988 a 1998. Foi a 1ª versão oferecida no lançamento em 1986.
MD-11C (5 construídos): A versão combi foi a terceira oferecida no lançamento em 1986 e foi designada para acomodar passageiros e cargas. O MD-11C também pode ser configurado somente para passageiros. As 5 únicas aeronaves produzidas foram construídas entre 1992 e 1993, e entregues para a Alitalia, a única empresa que se interessou pelo modelo. Eles foram todos convertidos para a versão cargueira entre 2005 e 2006, e ainda se encontram em operação na Alitalia.
MD-11CF (6 construídos): A versão cargueira, que podia ser transformada em versão de passageiros foi entregue em 1991, a Martinair em um pedido de 3 aeronaves mais opção de 2. Todos os 6 MD-11CFs foram entregues a Martinair (4) e World Airways (2) durante 1995. Os 2 da World Airways foram convertidos para versão cargueira em 2002.
MD-11ER (5 construídos): A versão de maior alcance foi anunciada pela fabricante durante a Singapore Air Show em fevereiro de 1994.O MD-11ER tinha alcance máximo de 13,410 km, um aumento de 750 km, graças ao tanque-extra.
MD-11F (53 construídos): A versão cargueira foi a segunda oferecida no lançamento em 1986, e foi produzida desde 1986 a 2000.

Especificações MD-11F

Comprimento: 61,36m (motores General Electric)
Envergadura: 51,66m
Altura da cauda: 17,60m
Capacidade: 26 pallets
Alcance máximo: 7,310 sm
Vel. Cruzeiro: Mach 0.88 (945km/h)
Motores: Três turbofans: Dois sob as asas / Um sobre a cauda – Pratt & Whitney PW4460 – 60.000 lbf (267 kN) PW4462 – 62.000 lbf (276 kN) ou General Electric CF6-80C2D1F – 61.500 lbf (274 kN)

Texto: Wikipedia PT

Comentários

  1. Beraldi disse:

    Creio ter um erro no alcance do MD-11. É de 12.665km. Creio que autor se referiu a 7.310 milhas no artigo.

  2. Grato pela correção. O valor estava em statute miles..